segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Saúde da Mulher


Tenha bom humor com equilíbrio hormonal

Da Redação10/10/2011
O seu humor varia só um pouquinho ou como uma montanha russa? E o das suas amigas?  Isso acontece porque a reação que cada mulher tem às variações hormonais é muito particular: vai das que não sentem influência alguma – ou notam algo sutil – às que têm alterações radicais. E, claro, o humor tem uma relação estreita com essas substâncias químicas. E existe uma razão para isso...

“Há pessoas altamente dependentes do equilíbrio hormonal”, explica Paulo Veinert, ginecologista, obstetra e professor da Faculdade de Ciências da Saúde de São Paulo. “Os hormônios têm uma grande ligação com os neurotransmissores – como a serotonina, por exemplo. Com o avanço da idade ou durante a TPM, a mulher perde hormônios e, com eles, os neurotransmissores. Isso causa alterações de humor.” 

De acordo com o médico, o importante é identificar o problema e tratá-lo. Ao invés de conviver com o mau humor e afastar todo mundo, perceba qual é a causa dele para atacá-lo. “Existe tratamento. E nem sempre é feito com o uso de hormônios. O médico, às vezes, pode indicar substâncias, até naturais, que inibem a perda dos neurotransmissores”, explica Paulo.

Mas quando esse tipo de recurso não faz efeito, aí há a opção de fazer tratamento com hormônios, como a pílula anticoncepcional. “Em algumas mulheres, o quadro é muito intenso e pode ser necessário usar a pílula continuamente. Há maneiras, também, de inibir a menstruação. Isso não prejudica a saúde e diminui as alterações de humor.” 

Você tem medo de hormônios?

Paulo Veinert conta que existe um receio infundado quando se fala em reposição hormonal. “Existem os efeitos colaterais, mas há os benefícios. Esses dois lados são considerados em toda prescrição médica. Se o benefício é maior do que o efeito colateral, o médico procura minimizar o que é desfavorável e maximizar os resultados favoráveis. Portanto, é indicado.”
Uma pessoa que toma uma pílula anticoncepcional sem necessidade, por exemplo, submete-se aos efeitos colaterais e não tem nenhum benefício. Aí, sim, é arriscado.  “A medicação precisa ser indicada e acompanhada por um médico. É ele quem pode fazer a escolha correta da dosagem de hormônios para que seja positivo para a mulher”, encerra o especialista.
Fonte:www.atmosferafeminina.com.br

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